Tendências. Há melhor tempo pra falar delas do que em plena semana de moda? O SPFW começou (clica pro line-up) e o Fashion Rio terminou, fazendo-nos começar a escrever a lista de rumos a ser seguidos no próximo inverno. Entre eles, muito preto, o adorado brilho (glitter, paetês, lurex), volume (em saias, em ombros), comprimentos curtos, tecidos quentes como tricô, crochê, lã e pele, entre outros. Fico devendo post do Fashion Rio, mas adianto que achei Melk Z-Da muito bonito. E da SPFW, meu favorito até agora é Rosa Chá, único cujas fotos vi decentemente (tem post aqui no MyCool!).

Enfim. Quem mexe com moda sabe: ela não vive sem tendências para se agarrar, para ditar (hoje em dia mais livremente) que direção seguir na hora de vestir-se. Mas quem sabe quando elas começaram?

Bem… No livro “História da Moda – uma narrativa” (um dos maravilhosos livros que ganhei de Natal), João Braga explica, brevemente, que a moda começou a ter seu conceito atual aproximadamente no início da Idade Moderna: os nobres, ao verem suas roupas copiadas à exaustão pela burguesia, apresentavam ideias novas para seus alfaiates, e usavam-nas até serem copiadas novamente pela outra classe. E aí foi criado um ciclo de criação e cópia — se algo em voga era copiado, logo uma criação nova aparecia (nobreza trendsetter, olhem só!).

A estória da nobreza se irritar ao ver seus gostos usados pelos burgueses, levando à criação de uma nova moda para que houvesse diferenciação entre as classes não soa familiar? — Obs: no que toca às tendências, não cópia e criação! — Hoje em dia, é claro que de um modo bem mais relax, isso ainda acontece… Ou vai dizer que não é chato ver um gosto ou uma peça que você adora ser usada por todo mundo? Uma vez li (não lembro onde, sorry!) que assim que o resto do povo adota uma tendência, os fashionistas largam-na. Verdade ou não, agradeçamos à moda que novas tendências são lançadas — ou revisitadas — para fazer aquela outra sair de foco. E aí a roda da moda vai girando, sempre com novas opções pra adicionar ao estilo nosso de cada dia, a cada estação.

Resumindo, a moda é isto: a criação (e recriação) de gostos, para cada um exteriorizar o que pensa, o que gosta, o que é. E das “novas modas” inventadas pela nobreza trendsetter do finzinho da Idade Média derivaram as tendências! Tcharam! hahaha

P.S: Mais posts falando sobre tendências: aqui no Bainha de Fita-Crepe, sobre tendências tangíveis e intangíveis (ótimo!) e aqui no Fashionismo, sobre tendências x cópias. Boa leitura!

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